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terça-feira, 29 de junho de 2010

A PROFECIA - POESIA QUE MANIFESTA SENTIMENTO DO POVO CHINÊS APÓS SUA LIBERTAÇÃO


Esta poesia foi escrita no dia da libertação de Pequim, no outono de 1949. O nome do autor é Tien Cien.

Eu não preciso que me leiam o futuro
ou coisa desse gênero;
hoje, tenho a certeza que o meu destino
é certamente bom.

É na realidade grande sorte
ter nascido neste dia
com a responsabilidade
dum mundo novo sobre os ombros

sabendo que só
onde acenar uma bandeira vermelha
pode nascer
um novo dia.

Recusarei a velha sociedade
e saudarei o novo dia
Porei nos meus cantos todo o meu coração
para que o mundo os escute.

Agora, sou um homem novo
e escrevo novas poesias:
ao som dos timbales revolucionários
dentro da minha grande nova família.

Fonte: mepr.org.br

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sábado, 2 de maio de 2009

ALELUIA: POEMA PARA CHE GUEVARA ESCRITO POR SÉRGIO RICARDO


Che Guevara não morreu
Não, não morreu, Aleluia
Che, eu creio no teu canto
Como um manto em minha dor
E que todo desencanto
seja ressuscitador
Vejo o mundo dividido
Contenplando o reviver
Da esperança que morria
No silêncio do teu ser
Che Guevara não morreu
Não, não morreu, Aleluia
Che, eu creio seja eterna
Esta rosa agreste e branca
Brotada no teu sorriso
Que nem mesmo a morte arranca
E que siga em tua estrada
Outro irmão com tua mão
Com teu fuzil retomado
Com teu risco e decisão
Che Guevara não morreu
Não, não morreu, Aleluia
Che, eu creio em tua volta
Sem dar muita explicação
Como a folha vai no vento
Como a chuva no sertão
Ouço a América entoando
Novamente o canto teu
Espalhando pelos campos
A morte que não se deu
Che Guevara não morreu
Não, não morreu, Aleluia

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terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

BRETCH: ELOGIO AO REVOLUCIONÁRIO

ELOGIO AO REVOLUCIONÁRIO
BERTOLD BRETCH


Quando aumenta a repressão, muitos desanimam.
Mas a coragem dele aumenta.
Organiza sua luta pelo salário, pelo pão
e pela conquista do poder.
Interroga a propriedade:
De onde vens?
Pergunta a cada idéia:
Serves a quem?

Ali onde todos calam, ele fala
E onde reina a opressão e se acusa o destino,
ele cita os nomes.

À mesa onde ele se senta
se senta a insatisfação.
À comida sabe mal e a sala se torna estreita.
Aonde o vai a revolta
e de onde o expulsam
persiste a agitação

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BRETCH: ELOGIO DA DIALÉTICA


ELOGIO DA DIALÉTICA

BERTOLT BRECHT


A injustiça passeia pelas ruas com passos seguros.
Os dominadores se estabelecem por dez mil anos.
Só a força os garante.
Tudo ficará como está.
Nenhuma voz se levanta além da voz dos dominadores.
No mercado da exploração se diz em voz alta:
Agora acaba de começar:
E entre os oprimidos muitos dizem:
Não se realizará jamais o que queremos!
O que ainda vive não diga: jamais!
O seguro não é seguro. Como está não ficará.
Quando os dominadores falarem
falarão também os dominados.
Quem se atreve a dizer: jamais?
De quem depende a continuação desse domínio?
De quem depende a sua destruição?
Igualmente de nós.
Os caídos que se levantem!
Os que estão perdidos que lutem!
Quem reconhece a situação como pode calar-se?
Os vencidos de agora serão os vencedores de amanhã.
E o "hoje" nascerá do "jamais".

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MAYAKÓVSKY: O POETA OPERÁRIO


Grita-se ao poeta:
“Queria te ver numa fábrica!
O que? versos? Pura bobagem!
Para trabalhar não tens coragem.”
Talvez
ninguém como nós
ponha tanto coração
no trabalho.
Eu sou uma fábrica.
E se chaminés
me faltam
talvez
sem chaminés
seja preciso
ainda mais coragem.
Sei.
Frases vazias não agradam.
Quando serrais madeira
é para fazer lenha.
E nós que somos
senão entalhadores a esculpir
a tora da cabeça humana?
Certamente que a pesca
é coisa respeitável.
Atira-se a rede e quem sabe?
Pega-se um esturjão!
Mas o trabalho do poeta
é muito mais difícil.
Pescamos gente viva e não peixes.
Penoso é trabalhar nos altos-fornos
onde se tempera o ferro em brasa.
Mas pode alguém
acusar-nos de ociosos?
Nós polimos as almas
com a lixa do verso.
Quem vale mais:
o poeta ou o técnico
que produz comodidades?
Ambos!
Os corações também são motores.
A alma é poderosa força motriz.
Somos iguais.
Camaradas dentro da massa operária.
Proletários do corpo e do espírito.
Somente unidos,
somente juntos remoçaremos o mundo,
fa-lo-emos marchar num ritmo célere.
Diante da vaga de palavras
levantemos um dique!
Mãos à obra!
O trabalho é vivo e, novo!
Com os aradores vazios, fora!
Moinho com eles!
Com a água de seus discursos
que façam mover-se a mó!

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MOMENTO POESIA: SOU COMUNISTA

Sou comunista

Sou defensor sagaz da justiça,da massa oprimida e da sociedade.
Mesmo que me obriguem a mudar de idéia,sou comunista,até a morte.
Mesmo que coloquem o mundo contra mim
Mesmo que usem todo o poder existente
Mesmo que impeçam de divulgar a justiça
Mesmo se forem cegos ao povo.
Mesmo se forem surdos ao povo.
Mesmo se atarem as mãos do povo.
Eu lutarei.E meu conhecimento e coragem serão a unicas armas de que precisarei.

E mesmo que me tirem tudo,não me tirarão a coragem e o conhecimento.

Quando sofrer lembrarei que Cuba ainda persiste.
Quando estiver em apuros,lembrare que as idéis de Che não morreram com ele.
Quando estiver desanimado,lembrarei da Revolução Russa.
Quando estiver cansado,lembrarei que os martires do povo lutaram até o fim.
Quando estiver injustiçado,lembrarei da glória que já alcançamos,como em Stalingrado ou no Vietnã.

Quando com medo,lembrarei que quando vencemos,vencemos comunistas,e quando perdemos,perdemos heróis.

Quando sozinho,lembrarei das inumeras revoluções que ocorreram no mundo.Desde a Russia,Albania,até Angola,Cuba e Coréia.


E quando estiver com Deus,lembrarei que sou apenas

comunista.


Autor identificado apenas como: "Revolucionário Comunista"

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