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quarta-feira, 10 de novembro de 2010

O GOVERNO COLOMBIANO SEQUESTRA, ESTUPRA E ASSASSINA CRIANÇAS


"Aqui está a realidade do conflito na Colômbia, onde o Estado, apesar de tentar apresentar-se como um ator neutro, como uma "democracia assediada por violentos", desempenha um papel fundamental e é o ator principal da guerra suja, por meio de seu agente direto (a força de segurança pública) e indiretamente através dos seus agentes paramilitares. Dentro desse conflito sujo, o estupro é uma arma de guerra. Assim também o é o assassinato de crianças."

Enquanto a comunidade internacional e os cientistas políticos colombianos estão encantadísimos com o "ar fresco" que supostamente permeia o palácio presidencial - já que o presidente Santos prometeu que seu governo vai respeitar os direitos humanos - o Estado colombiano sequestra, tortura e abusa sexualmente de crianças em Arauca.

Em 14 de outubro, no município de Tame, Departamento de Arauca, três crianças, Jefferson Jhoan Torres Jaimes (6 anos), Jimmy Ferney Torres Jaimes (9 anos) e Jenny Narvey Torres Jaimes (14 anos) foram sequestrados por soldados da Oitava Divisão do Exército colombiano, enquanto seu pai, o agricultor José Álvaro Torres, estava em seus afazeres na lida com a terra. Após o sequestro, as crianças sofreram terríveis torturas, foram estupradas (existe evidência de sêmen e marcas de abuso sexual em seus corpos e roupas) e, em seguida, assassinados por degola com armas brancas (facões). Seus corpos foram posteriormente despejados em uma vala comum.

Até o momento, encontrou-se sangue nas mochilas dos sete soldados dos sessenta dessa unidade móvel, que estão sob investigação. Então, nós estamos falando de um monstruoso crime premeditado, organizado por estas bestas de uniforme que se acreditam onipotentes graças à política de guerra do governo colombiano, generosamente alimentada pelos dólares dos EUA e com o apoio de Israel e da União Europeia, entre outros. Feras que arrebatam de um pai a coisa mais preciosa que tem, seus filhos, para lhes dar alguns minutos de prazer sádico e doente. Devemos ser claros: estes crimes ocorrem no contexto de uma política de guerra suja, em que o Estado colombiano deu rédea solta a toda sorte de atrocidades para alcançar "o êxito militar" e tornou natural todo tipo de agressão contra o povo .

Crimes como este, aliás, não são excepcionais. Na mesma área, os moradores relataram que, em 02 de outubro, uma menina de 13 anos de idade foi raptada pelos soldados e, em seguida, abusada sexualmente. Pode-se dizer, neste caso, que a criança não foi assassinada, mas a violação mata sempre uma parte da humanidade de um ser humano, e pode dizer que essa menina também foi morta porque ela nunca mais será a mesma. Onde quer que se estabeleçam as tropas do Exército nas comunidades, há casos de violência sexual, muitas vezes contra os menores, de forma sistemática e generalizada. Estes casos são invisíveis, em parte por medo de represálias ou do estigma social em caso de denúncia, em parte, por uma estratégia deliberada de silenciar a realidade do conflito. Mas aqui está a realidade do conflito na Colômbia, onde o Estado, apesar de tentar apresentar-se como um ator neutro, como uma "democracia assediada por violentos", desempenha um papel fundamental e é o ator principal da guerra suja, por meio de seu agente direto (a força de segurança pública) e indiretamente através dos seus agentes paramilitares. Dentro desse conflito sujo, o estupro é uma arma de guerra. Assim também o é o assassinato de crianças.

Como esquecer o horror de San José de Apartadó, em fevereiro de 2005, quando os paramilitares, com a cumplicidade do Exército Nacional (Brigada XVII), esses "heróis" exaltados dia e noite por violentólogos em estúdios de televisão, assassinaram a sangue frio três crianças de 21 meses, 5 e 11 anos respectivamente?

Como esquecer os massacres como El Salado, Mapiripán, Trujillo, entre centenas de outros massacres, onde o exército e os paramilitares atuaram lado a lado, e nos quais milhares de pessoas foram assassinadas e estupradas, incluindo vários menores de idade?

Como esquecer as centenas de fossas comuns que aparecem a cada dia com menores de idade, inclusive bebês mutilados por facões?

Quem pode esquecer os cerca de 3.000 "falsos positivos", jovens que foram sequestrados e assassinados a sangue frio pelo exército, para logo serem apresentados como guerrilheiros mortos em combate, recebendo assim benefícios e promoções?

Diante de tudo isso, o governo diz, pela boca do Ministro do Interior e Justiça, Germain Vargas Lleras, este crime contra a humanidade não será julgado em cortes marciais, mas em tribunais civis porque "estes fatos não podem ser considerados atos de serviço e o conhecimento e sua investigação deverão ser conduzidos pelos tribunais comuns "... mas senhor, que alívio! Então o caso finalmente cairá nas mãos do Procurador-Geral Guillermo Mendoza e do procurador Ordoñez, os juízes de bolso do regime que não têm feito nada de substancial sobre a ocorrência de falsos positivos e que têm garantido a continuidade da impunidade que depois de décadas de terrorismo de Estado, abrange 98% dos crimes graves contra os direitos humanos. O Procurador Ordoñez, o mesmo que, sem qualquer prova, destituiu e inabilitou a senadora Piedad Córdoba, um dos poucos parlamentares que ainda se atreveu a contestar a política de guerra do governo, enquanto absolveu ou pediu absolvição para para-politícos reconhecidos como Ciro Ramírez, Alvaro Araujo, Mauricio Pimiento, ou notórios violadores dos direitos humanos como o Coronel da reserva Plazas Vega.

Por seu lado, em uma declaração completamente orwelliana, o vice-presidente Angelino Garzón disse que “se existem militares envolvidos (...) o que eles fizeram é um insulto ao Estado colombiano." Em outras palavras, o pior não é assassinato, estupro, seqüestro e desaparecimento, mas o dano (ao pouco que resta) ao prestigio do Estado colombiano. Tudo o que importa é o estado, que substitui o ser humano e que está acima de tudo, que absorve e sufoca a vida social, que é antes, em última instância, o único ao qual podem responder os militares.

Sairão os de sempre, os bardos do estado terrorista, os cúmplices dos crimes perpetrados pelas forças das trevas do controle social através da "estratégia de Noite e Neblina", a dizer que estes soldados são "maçãs podres", não "representam os valores do governo colombiano".

Nenhum Estado é definido por seus supostos "valores", mas por suas ações. E aqui temos de ser claros: o Estado da Colômbia é um Estado terrorista, que sequestra, desaparece, assassina, forma esquadrões da morte, desloca, envenena, bombardeia, ameaça, atormenta, espiona, comete detenções em massa.

Os soldados da oitava divisão no Tame atuaram como agentes do Estado, estavam representando o Estado, como milhares de outros soldados que, representando o Estado, participam da guerra suja e cometem qualquer tipo de abusos sistemáticos contra civis . Esses soldados não são casos excepcionais, mas a materialização, em carne e sangue, de uma política de contra-insurgência que tem naturalizado todas as formas de violência contra as pessoas. Isso é a cara do Estado, em vastas regiões rurais da Colômbia que se enfrenta a cada dia. Os soldados de Tame são os soldados do Estado colombiano.

O monstruoso crime de Tame nos horroriza, porém sabemos que do Estado colombiano se pode esperar tudo, até mesmo o inimaginável terrível, como tem mostrado o quão pouco sabemos através das versões livres dos chefes paramilitares.

José Antonio Gutiérrez D.

28 de outubro de 2010

Ver reportagem no Noticiero UNO: http://terratv.terra.com.co

Rebelión publicou este artigo com a permissão do autor mediante uma licença da Creative Commons, respeitando sua liberdade para publicá-lo em outras fontes.

Assita ao vídeo: http://terratv.terra.com.co/Noticias/Noticias-Uno/5499-249359/Miembros-del-Ejercito-habrian-asesinado-a-3-ninos-en-Arauca.htm

Fonte: Portal do Partido Comunista Brasileiro

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quarta-feira, 26 de maio de 2010

46 ANOS BATALHANDO POR UMA NOVA COLÔMBIA

Há 46 anos que a oligarquia mais reacionária, sanguinolenta, terrorista e submissa à estratégia imperialista dos estados Unidos na Colômbia, decidiu empurrar a nação pelo pavoroso caminho da guerra, fazendo ouvidos surdos às milhares de vozes que clamavam pelo diálogo e as saídas políticas por encima das agressões militares contra os camponeses de Marquetalia.

Nesse tempo, o poder da violência e o terror, agitado pela provocadora palavra do senador Álvaro Gómez Hurtado que nunca iria à guerra, e que fantasiado pelo terror das falanges franquistas em Espanha, ambientou, sobre a mentira, a nova justificação do novo ciclo de violência como metodologia para arrasar o opositor político.

A demência do poder decretou que em poucas semanas arrasaria com a resistência encabeçada pelo mais grande Comandante Guerrilheiro de todos os tempos, Manuel Marulanda Vélez, e seu nascente Estado Maior, com Jacobo Arenas, Isaías Pardo, Hernando González, Joselo Lozada, Ciro Trujillo, Miguel Pascuas, Fernando Bustos e Jaime Guaraca, que juntos com os demais bravos camponeses, que não eram mais de 46, enfrentaram o terror bipartidista representado no excludente pacto da Frente Nacional, que engendrou essa guerra que em breve alcança o meio século.

Desde o início da campanha oligárquica e militarista, auspiciada e planificada pelo Imperialismo para justificar o terror contra o movimento agrário de Marquetalia e Riochiquito, e até o dia em que iniciaram a agressão, nossa voz, junto à de muitas organizações e personalidades nacionais e internacionais, vibrou com firmeza propondo saídas incruentas e construtoras de democracia, de desenvolvimento humano, de fortalecimento da produção de alimentos, de equilíbrio ambiental, de reconhecimento à cosmovisão das comunidades indígenas e dos negros, de participação equitativa na produção e distribuição da riqueza. Mas, a cegueira do poder e a genuflexa postura ante as migalhas do amo imperial, da oligarquia crioula, desqualificou e silenciou essas vozes, pois só busca o enriquecimento a base do terror e o despojo.

As FARC-EP somos fruto da intolerância, a exclusão e a perseguição violenta das castas que ostentam o poder e estabelecem os governos. "Temos sido vítima do furor latifundiário e militarista, porque aqui, em esta parte da Colômbia, predominam tanto, os interesses dos grandes latifundiários, quanto os interesses dos reacionários mais obscurantistas do país. Por isso, temos sofrido na nossa carne e em nosso espírito, todas as bestialidades de um regime podre que brota da dominação dos monopólios financeiros entroncados com o Imperialismo.", manifestamos em nosso Programa Agrário.

Não inventamos esta guerra, nem fomos a ela em busca de aventura para homologar epopéias redentoras dos pobres, assumimos com dignidade e seriedade o destino político imposto pelo abominável poder oligárquico à nação, como o manifestamos nessa época no Programa Agrário: "...somos revolucionários que lutamos pela mudança do regime. Mas, queríamos e lutávamos por esse mudança usando a via menos dolorosa para nosso povo: a via pacífica, a via democrática de massas. Essa via nos foi fechada violentamente, com o pretexto fascista oficial de combater supostas "Repúblicas Independentes" e como somos revolucionários que de uma ou de outra maneira cumpriremos o papel histórico que nos corresponde, nos tocou buscar a outra via: a via revolucionária armadas para a luta pelo poder". Foi assim como os potentados do poder nos transformaram em combatentes da resistência que a sabedoria do povo tem nutrido nesse quase meio século de acionar pela dignidade, a paz e a soberania.

Temos crescido ao calor do batalhar político-militar, aferrados ao legado histórico que nos deixaram as comunidades indígenas na resistência contra o invasor espanhol, as lutas contra esse mesmo poder desenvolvidas pelos negros e pardos, o levantamento guerrilheiro dos Comuneros com José Antonio Galán, Lorenzo Alcantuz e Manuela Beltrán. Nos animam os forjadores das mobilizações pela primeira independência do colonizador espanhol, há duzentos anos com Antonio Nariño; o fogo patriótico e soberano do pensamento e o exemplo do Libertador Simón Bolívar. Temos assimilado a experiência dos guerrilheiros dos mil dias, no ano de 1900 contra o "regenerador" Rafael Núñez. Consolidamos nossa luta contra a barbarie, ondeando a memória dos assassinados pelo exército oficial ao serviço do Imperialismo no massacre das Bananeiras, em 6 de dezembro de 1928 em Ciénaga, estado de Madalena, no comprometida lembrança de todos os lutadores assassinados pelo Estado e suas estruturas paralelas para o terror. Mas, também, temos crescido com a crítica, o reconhecimento, o abraço, o amor e a ternura de um importante número de compatriotas que nos animam com seu próprio sacrifício na luta por transformar o sistema econômico e os costumes políticos implantadas.

Nesses 46 anos de árdua luta, temos crescido em razões e no compromisso de luta com os cada vez mais numerosos camponeses sem terra vítima do deslocamento violento do terror para-estatal e, que já superam a infame cifra dos 4 milhões; com os milhões de sem-teto e com os mais de 20 milhões do pobres que se esforçam por romper o império da desigualdade; com os mais de 20 milhões de desempregados e com milhões de jovens sem acesso à educação; com a memória de todas a vítimas do terrorismo de Estado em todos esses anos de terror e que diariamente clamam justiça, assim como os mais de 2.500 assassinados pela força pública e apresentados sob o eufemismo de “falsos positivos" no atual governo de Uribe Vélez; com as mulheres que almejam esperanças de igualdade ante uma violência que as oprime e nega possibilidades de vida digna. Temos crescido no fragor do combate e na experiência organizativa ante as inúmeras arremetidas militaristas contra nós.

O Plano Colômbia não tem diminuído nossa fortaleza nem nossa moral revolucionária. Pelo contrário, fracassou ante as razões de nosso alçamento armado, impossível de invisivilizar e, pelo violento autoritarismo que sustenta a política de segurança do governo que termina, ademais da mentira, o crime e a corrupção que constituem a verdadeira natureza desse Plano de guerra. A escalda militar imperialista em nossa pátria, também, fracassará ante a capacidade de luta e resistência da Insurgência e a mobilização de nosso povo. A defesa da soberania é um imperativo neste tempo de reverencia oligárquica ante os interesses do governo estadunidense.

Nossa disposição a construir caminhos de paz é um compromisso de sempre; pela saída política temos lutado com seriedade, com ponderação, sem enganar as maiorias nacionais, sem politiquerias, sem armadilhas, em todos os cenários. Assim foi com o governo de Belisario Betancur e Virgilio Barco em Casa Verde, ou em Caracas e Tlaxcala com César Gaviria, ou no último intento em El Caguán com Andrés Pastrana. Mas, a excludente minoria de políticos, empresários, latifundiários e narcotraficantes que ostentam o poder, têm colocado todo tipo de argumentos falsos com tal de salvaguardar seus interesses e, buscado abrir espaço para refazer suas estruturas de repressão estatal sob ordens e apóio econômico do Império, como a implantação do fracassado Plano Colômbia para impossibilitar qualquer avanço de paz democrática e impor a linguagem do terror e a chantagem para exterminar os movimentos de resistência e libertação nacional, assim como desestabilizar a região ante os ventos de mudança e soberania que acompanham o Continente.

O governo que agoniza prometeu o extermínio das FARC-EP, e mediante uma nefasta estratégia de manipulação midiática da opinião, fez e desfez desde o poder e com seu extravagante autoritarismo ocultou seus crimes, seus vínculos com o narcotráfico e o paramilitarismo, assim como a corrupção que existe em todos os cantos do Palácio Presidencial. Jamais se apagará da história da Colômbia esse período obscuro e letal do vergonhoso potentado que culmina seu governo, com uma profunda crise estrutural, e com mais de 100 membros de sua bancada parlamentar, comprometidos com a para-política; a Yidis-política e a féria dos Cartórios. E os escândalos dolosos como Carimagua, Agro-ingresso Seguro, os decretos da emergência social, as zonas francas para incrementar o patrimônio da família do presidente, a perseguição e grampos do DAS a opositores, sindicalistas, e ativistas de Direitos Humanos, a perseguição das Altas Cortes, as reuniões secretas com narcotraficantes, a obsessão por impor um Fiscal de bolso, a agressão ao território dos países irmãos, violando todas as normas do Direito Internacional, a ameaça a jornalistas independentes, os "falsos positivos" e a entrega do território nacional para a operação de forças militares de ocupação norteamericanas.

O debate eleitoral cujo primeiro turno será em 30 de maio, está dominado pela intolerância e a luta desigual impostas pela autocracia Uribista. As propostas, programas e compromissos com a nação têm sido substituídos pelo ataque grotesco e vulgar, pela propaganda negra em um esforço desmedido por apresentar um ou outro dos candidatos, como a opção mais reacionária e autoritária que a encarnada pelo mandatário atual. Todos os candidatos se esforçam por demonstrar submissão ante o Império, assumindo posições chovinistas contra os vizinhos e de joelho em terra ante o Império do Norte, como afirmou Gaitán. Ninguém tem proposto os temas vitais que têm a nação no abismo profundo das desigualdades e do terror. Todos prometem mais gasto militar, mais guerra.

É obscuro o horizonte apresentado por esses aspirantes à Presidência. Por isso estamos convocando à abstenção, convencidos de que só a força da mobilização de todos os colombianos pode impor um destino certo de paz e de justiça que retorne aos prisioneiros de guerra a suas famílias, libere os guerrilheiros e os milhares de presos políticos que apodrecem nos cárceres do Estado, reconcilie e reconstrua a Colômbia. Só a luta organizada das maiorias levantadas, como há duzentos anos, para lançar o segundo grito pela nossa definitiva independência, devolverá a terra para a produção camponesa, resolverá a crise ambiental que gera constantes desastres naturais em cada mudança de estação e a falta de alimentos que mata a nação. E solucionará definitivamente o drama dos deslocados; garantirá o aceso à educação em todos os níveis, saúde integral, a moradia digna, o emprego remunerado justamente e o exercício pleno dos Direitos Humanos. Só a unidade de todos os revolucionários e democratas da pátria, mobilizados junto às grandes maiorias permitirá acabar com a horrível noite deixada pelo Uribismo e redimir a geração do Bicentenário.

Neste 46 aniversário ratificamos nosso compromisso com a Pátria Grande e o Socialismo, com a paz democrática como condição essencial para a reconstrução e reconciliação de todos os colombianos. Com a memória viva de todos os lutadores pela Nova Colômbia, com a força moral do pensamento de Bolívar, Manuel Marulanda, Jacobo Arenas, Raúl Reyes, Iván Ríos, Efraín Guzmán, as FARC-EP disponibilizam todos nossos recursos humanos pelo Acordo Humanitário e a Paz da Colômbia.


Compatriotas,
Secretariado do Estado Maior Central das FARC-EP
Montanhas da Colômbia, maio de 2010

Fonte: Agência de Notícias Nova Colômbia

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