terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

ENTREVISTA: MARIA LEITE FALA DE SUA EXPERIÊNCIA EM CUBA


Muitos falam de Cuba, porém poucos destes já foram nesta país. Para matar todas as dúvidas, o Voz Vermelha entrevistou Maria Leite, professora e moradora de São Paulo, que sempre visita a ilha quando tem tempo livre. Confira a entrevista na íntegra.



Qual a cidade em que você vive hoje Maria?

Moro em São Paulo, mas sempre que posso, ou seja, quando não estou trabalhando, vou para La Habana, onde tenho minha casa e parte de minha família.


O que faz aqui?

Sou professora.


Tem alguma ligação com algum movimento no Brasil?

Esse conceito de movimento é um pouco amplo, mas procuro me envolver com tudo que diga respeito à Educação e, em especial, à formação de professores.


Qual foi a última vez que esteve em Cuba?

Este ano, permaneci dois meses lá, em janeiro e em julho. Desde 2004, realizei 11 viagens a Cuba, com o fim específico de realizar o trabalho de campo para um grupo de pesquisas do qual faço parte. Trata-se de uma pesquisa internacional que envolve diversos países: Brasil, Cuba, Portugal, Argentina e França.


O que lhe levou a querer conhecer a ilha socialista?

Quando, os jornais estamparam as notícias do grupo de jovens revolucionários, cujas fisionomias, para mim, eram plenas de um entusiasmo inusitado, descobri uma ilha perdida no mar das Caraíbas. Depois, com a crise dos mísseis, os “barbudos” seriam responsabilizados pela terrivelmente ameaçadora Terceira Guerra Mundial. Tempos antes, na escola, ouvi com atenção as desventuras de Nero, que, louco, mandou atear fogo em Roma. Naquele momento, minha preocupação de criança era entender se haveria insanidade gigantesca o suficiente para alguém incendiar o mundo.
Em 1960, vindo de Havana, Sartre visitou o Brasil acompanhado por Simone de Beauvoir. Prefaciando o livro Furacão sobre Cuba, ele narrou, em razão da curiosidade dos brasileiros acerca do movimento rebelde, a descoberta dos motivos pelos quais a felicidade e a tristeza eram sentimentos fortemente vivenciados pelo povo cubano. “A alegria sempre desperta, no construir; a angústia, no temor permanente de que uma violência estúpida esmague tudo”, como disse Satre.
Em 1968, me perdi desse livro, que me mostrou muito de Cuba. Também aprendi muito da Ilha com o professor Florestan Fernandes. Ainda cursando a licenciatura em Física na universidade, numa época conturbada por perseguições, muitas pessoas de minhas relações foram para Cuba, como exiladas. Muitas dessas imagens permanecem, em minhas memórias. Desde então estudo a história de Cuba. Vivi na ilha alguns períodos e tenho parte de minha família lá, onde participei junto com eles, que são pessoas do povo, com uma vida comum, de muitos momentos importantes do processo revolucionário. Aprendi a entendê-los melhor quando fui para as comunidades campesinas, para as cidades pequenas, para as escolas. A história desse amor é longa.


Qual foi a sua primeira impressão?

A minha impressão foi aquela de uma pessoa que se casa por correspondência e depois descobre que o cônjuge é mais lindo do que ela imaginava!

Foi muito difícil se acostumar à vida, quando retorna ao Brasil?
É difícil. Às vezes, ao chegamos aqui, com um azul diante dos olhos, temos que encarar um céu muito cinza! Não é simples o hábito de novamente a andar pela Avenida Paulista e ver, em meio a tantos megaedifícios de bancos, gente sentada nas calçadas, pedindo esmola. É difícil ver a especulação imobiliária e a priorização das atuais moradias em torres, que ocupam uma quadra, com a concepção de clubes esportivos. E ao mesmo tempo, constatar que tanta gente vive em favelas.


Do que mais sente falta de Cuba, estando no Brasil?

Sinto falta da tranqüilidade para andar pelas ruas, sem medo de assaltos, roubos e balas perdidas.


Como é o cotidiano de um cubano simples? Existe alguma diferença de vida (moradia, educação, alimentação, acesso ao lazer e etc...) entre a população e os governantes?

Inicialmente é necessário dizer que em Cuba, todos são “simples”. Alguns cubanos, com os quais convivo há anos vivem em La Habana, sendo que deles vive no campo. Tenho amigos (as) motoristas de ônibus, diretor de empresa estatal, médico, empregado em mercadinho, plantador de cana, dentista, trabalhador de cooperativa agrícola, plantador de tabaco, carteiro, secretária de ministro, vice - ministro da Educação, polícia, militar, cozinheira de restaurante, assistente social, vendedor de jornal, ator de teatro, limpador de piso de restaurante, manicure, para citar alguns que me recordo no momento. A maioria dos meus interlocutores são professores e funcionários de escola, que conheci nas escolas em todas as regiões do país. O que posso dizer no momento, em que pese tudo que se fala de imbecilidade e mentira contra Cuba, é que em lá não há classes sociais! Não há privilégios, como querem os que se propõem a falar de Cuba pela cartilha da mídia hegemônica, sem saber nada das lutas que o povo cubano trava para defender sua liberdade!


Quais as principais modificações que Cuba sofreu nos últimos anos?

Na última década do século passado, Cuba passou por uma etapa particularmente complexa como nação, denominada eufemisticamente de Período Especial em Tempos de Paz, ocasião em que muitos disseram: “Cuba não cai porque não tem para onde cair”. Permeado por câmbios em todas as esferas da sociedade, não somente econômicos, o contexto foi desencadeado pelo desmoronamento do antigo campo socialista e pela extinção da URSS países com os quais o país mantinha relações comerciais que alcançavam um percentual significativo de aproximadamente 85%, tanto na importação como na exportação. Essa ruptura teve conseqüências marcantes ao despertar expectativas, nos âmbitos interno e externo ao país, pois abarcavam elementos capazes de corroer os valores socialistas na ilha. A esses fatos somaram-se erros na condução econômica, não resolvidos na década anterior, em um processo denominado retificação de erros e tendências negativas. A História de Cuba, como a de toda a América Latina, não é uma história de primeiro mundo; é uma história de sua periferia. A grande tensão foi motivada não só pelo desaparecimento da URSS e do Campo Socialista, mas pela crise do pensamento ocidental, em razão de seus desequilíbrios sociais e da perda de seus referenciais teóricos e históricos. O tema Cuba, numa direção ou em outra, esteve sempre presente nos debates, não excluída a avalanche dos famosos “fins”. Armando Hart, após o derrumbe do socialismo na Europa Oriental e na URSS, veio com uma história de alguém que lhe disse: “vocês são uns náufragos”! Imediatamente, ele respondeu: “os náufragos nadamos até a terra firme, somos quem melhor conhecemos os motivos do acontecido e os que mais temos para contar”.

Em 1991, iniciou-se um intenso período de reformas que aceleraram a exploração de petróleo, o recebimento legal de divisas provenientes de familiares que residiam no exterior e a procura de novos mercados, mas, ainda assim, os custos sociais do agravamento da crise econômica logo vieram à tona. Os cortes da energia por longos períodos, o uso quase maciço da bicicleta como meio de locomoção, o incremento de grandes ônibus para o transporte urbano, a utilização da tração animal na agricultura, caracterizaram o chamado Período Especial. A desigualdade social e o mercado negro cresceram, motivados pela existência de dois mundos de mercadorias, um em pesos cubanos e outro em moeda forte. Durante este período, houve um aumento no número de ciclistas – mais de um milhão de cubanos passou a usar a bicicleta como meio de locomoção –, e os transportes coletivos – as guáguas – tiveram de ser adaptados para um veículo com capacidade para 300 passageiros, conhecido como “camelo”, ainda em uso nas cidades do país, que tem nos transportes coletivos uma de suas maiores deficiências. Com a perda de fontes essenciais de fornecimento de alimentos, combustível, matérias-primas e outros produtos indispensáveis, somados às conseqüências do bloqueio econômico, mantido durante dezenas de anos, as emigrações ilegais se multiplicaram. Elas passaram a ser fortemente incitadas a partir do território norte-americano, mediante emissões radiofônicas com objetivos desestabilizadores.
A partir da segunda metade de 1994, realizaram-se diversas mudanças socioeconômicas com muita rapidez, tais como: a despenalização da posse ilegal de divisas, o advento de várias formas de propriedade e de produção agrícola, o desenvolvimento de empresas mistas, o incremento do turismo e o surgimento do trabalho por conta própria

Como os cidadãos cubanos vêem a atuação da esquerda em todo continente?
Os cubanos, os venezuelanos, os bolivianos e todos os latinos de nosso continente, com os quais tenho tido a oportunidade de intercambiar idéias nas viagens que fiz a Cuba e nos congressos de Educação dos quais participei, têm uma noção nítida que para onde o Brasil se inclinar, vai toda a Latino-américa! Ainda que não se reconheça no governo Lula um caráter socialista, pois isso jamais esteve em pauta, parece claro a todos que o caráter progressista do Governo Lula propiciou o clima e se integrou a onda na qual vieram EVO e LUGO. Com um governo reacionário no Brasil, os atuais processos, como o da Venezuela, por exemplo, jamais seriam possíveis, ou muito mais difíceis.


Existe muita diferença entre os cubanos da geração que fez a revolução e desta que está tendo que consolidá-la em um período difícil?

A Educação tendo sido considerada a pedra angular da Revolução Cubana desde 1959. Entretanto, a escola cubana, por deficiências – mais em sua aplicação, do que em sua concepção – não em conseguindo formar adequadamente, ou integralmente, indivíduos motivados para o trabalho, assim como as demais instituições, tais como a família, as organizações de massa e os meios de comunicação, evidenciando lacunas na formação de valores, como a autodisciplina e a responsabilidade. Para ilustrar esse fato, pode ser apontado um número razoável de jovens que termina a escola e que não se integra à vida profissional, problema que está sendo enfrentado, mas não foi satisfatoriamente superado. Cuba está no mundo, sendo parte integrante da sociedade planetária, portanto, sujeita ao fenômeno mundializado, em que as engrenagens do sistema produtivo, com o crescimento da informatização, não acarretaram aumento de emprego. A adaptação de uma parte considerável da população cubana ao mercado informal, compatível com níveis de escolaridade mais baixos, forçou as expectativas no sentido negativo em relação à escola, e à importância da educação dentro da sociedade. O próprio sentido do trabalho, como valor, foi afetado a partir da segunda metade dos anos 90, quando ocorreram os câmbios socioeconômicos, entre eles a diversificação no caráter das propriedades e das novas formas de produção. Conseqüentemente, o que se busca em Cuba, no campo da Educação, é reformular os elementos de articulação entre o caráter geral, o politécnico e o laboral nas escolas. O Programa de Superação Integral para Jovens, baseado no conceito do estudo como emprego, é destinado a uma população jovem, entre 17 e 29 anos, que se encontrava sem estudo e sem trabalho. O Programa de Superação Integral para Jovens, baseado no conceito do estudo como emprego, é destinado a uma população jovem, entre 17 e 29 anos, que se encontrava sem estudo e sem trabalho. A ação evolutiva da economia, a passividade imposta aos jovens em seu processo de socialização e a influência de padrões externos principalmente da comunidade cubana residente nos Estados Unidos conformou, em parte, um modelo de bem-estar, embasado em elevados níveis de consumo e com tendências à mentalidade de consumidor acima da consciência de produtor, problemas que dificultam a consolidação da escola na esfera dos valores, especialmente na faixa etária mais vulnerável, que é a puberdade. Esse fenômeno atinge, particularmente, a geração mais jovem nascida após a Revolução, sem memória existencial do passado, acostumada a receber os serviços propiciados pelos organismos estatais, com pouco esforço pessoal. Paradoxalmente, muitas conquistas ocorridas após a Revolução no campo social, como a garantia de pleno emprego, os serviços médicos e educacionais gratuitos, o baixo preço das tarifas de transporte e dos programas culturais, enfim, as políticas de distribuição mais eqüitativa são consideradas fatores responsáveis, muita vezes, pela acomodação e pela indisciplina.


O que são os CDRs?

A imprensa burguesa apresenta os CDR´s como grupelhos de "puxa-sacos" do regime... mas também dizem “rede de espionagem entre vizinhos"!
Os CDRs formam criados logo no início da revolução. Cada quadra, ou em alguns casos, conjunto de quadras há um comitê de defesa da revolução. Esse comitê tem um chefe. Mas é um cargo que envolve muito trabalho e nenhuma vantagem em termos materias. Para se ter uma idéia, a chefe do CDR da quadra de minha familía é uma senhora que já ocupa esse cargo há mais de 15 anos, por que ninguém quer essa responsabilidade! A função principal dos CDRs é mobilizar a população em campanhas constantes entre elas a doação de sangue e a luta contra a dengue. Ela organiza reuniões entre os vizinhos, quando há um interesse comum a ser debatido. Por exemplo, uma casa fechada que não se encontra o dono para realizar a "formigação" contra o aedes Aedes/aegyptie.
Outro caso: o chefe do CDR deve comunicar uma situação de que afeta as condições de vida de um menor e seu desenvolvimento, prioritariamente quando os pais são alcoólatras ou com problemas psiquiátricos, famílias com condutas inadequadas (delinqüência, prostituição, abandono das crianças e problemas freqüentes com roubo), habitação sem salubridade, cuidados médicos unicamente em situações de risco.
Quando há a passagem de uma tormenta natural o chefe tem que organizar a saída antecipada das pessoas das áreas de risco e encaminhá-las para um albergue.
Em Cuba, ocorrem muitas marchas. Só para resgatar o menino Elián foram umas 50!
Essas marchas, em Habana, acontecem no Malecón, que é a avenida à beira mar ( não é praia, pois a cidade de La Habana não tem praias). O presidente (chefe) do CDR local tem que verificar o horário e local para as pessoas que iram participar se concentrarem. O mesmo acontece nos dias de festa, como primeiro de maio, dia 26 de julho, festa do aniversário de Martí (28/01). Ao contrário do que noticia a "imprensa livre", as pessoas não são obrigadas a ir! Em janeiro de 2006 houve uma grande marcha contra o terrorismo que reuniu 1000000 de pessoas e não saiu uma única linha nos principais jornais do Brasil. Para a organização das pessoas os CDR atuam de forma conjunta.

Mas creio que a função básica é organizar o povo para o programa chamado "Listos para la Defensa", que constitui um conjunto de ações, que as pessoas devem conhecer, no plano teórico e prático, no caso de uma agressão externa, por exemplo, dos vizinhos do norte. a priori todas devem participar nos domingos determinados de tempos em tempos, ou dias de folga, desse atividade. Há coisas menores, como resolver casos de um vizinho que não respeita os ouvidos dos demais e coloca discos de salsa 24h por dia em alto volume, gente que briga porque o banheiro de cima vaza no de baixo. Outra coisa que pode ocorrer é um casal que briga por causa da posse de uma casa, ou uma desavença entre herdeiros. Então os responsáveis pelas "vivendas" vão aos CDR saber que vivia com quem, em que casa. Também se dão casos de pessoas que não trabalham e querem viver da venda de produtos subtraídos do estado, como é o caso dos charutos vendidos em Habana Vieja. Os CDRs são consultados para saber em que os indivíduos andam envolvidos, se for o caso. Enfim, não é de todo mentira que é uma rede entre vizinhos, mas que funciona! Eu, particularmente, como já tive dengue duas vezes no Brasil, em 2001 (comum) e 2007 (na forma hemorrágica), até que acharia ótimo que em nosso país existissem formas mais efetivas de organizar as pessoas em torno de interesses comuns.


Como é o serviço militar cubano?

As Escuelas Vocacionales Militares “Camilo Cienfuegos” são escolas para alunos internos, situadas nas proximidades das principais cidades. Nelas, juntamente com o ensino secundário básico (de 12 anos até 15 anos) e médio (de15 anos a 18 anos) é ministrada a instrução militar para os que pretendem fazer carreira nas forças armadas. Atualmente, há 14 delas em toda a ilha. Em sua maioria, os alunos (meninos e meninas) que desejam seguir a carreira militar vão para essas escolas aos 15 anos.
O serviço militar é obrigatório para todos os homens. Há bastante disciplina e exigências nessas escolas, tanto na parte acadêmica, concebida de acordo com os princípios do marxismo-leninismo com aportes da pedagogia de Martí, como na parte de formação específica para a carreira, voltada à defesa do socialismo.

Em Cuba, há:
.o EXÉRCITO: a agrupação territorial de tropas gerais, que assume o papel principal na luta armada. Seu território divide-se em 3 Regiões Militares: Oriental, Central e Ocidental.

. as MTT Milícias de Tropas Territoriais: são parte das Forças Armadas Revolucionárias e constituem uma das formas de organização popular para levar a cabo a luta armada e cumprir outras tarefas de defesa. Ocupam um lugar destacado na defesa do país.

. o EXÉRCITO JUVENIL DE TRABALHO: para realizar atividades produtivas em função dos interesses do desenvolvimento econômico-social do país.


Qual a visão da população cubana quanto aos que abandonam a ilha?

Em razão dos problemas ocorridos, houve uma rodada de conversações, entre Cuba e os Estados Unidos, que levou à assinatura do Acordo Migratório, de 9 de setembro de 1994, para a transferência legal de 20 mil cubanos por ano para aquele país. Para selecionar os cubanos interessados em viver no outro lado do estreito da Flórida, a Representação dos Estados Unidos da América em Havana realiza sorteios, conhecidos como “lotería de visas” ou “el bombo”, instituídos para minimizar as saídas ilegais de Cuba. A Declaração Conjunta, de 2 de maio de 1995, fixou que ambos os governos se comprometiam a cooperar na tomada de ações para impedir o transporte ilícito de pessoas. Também definiu que os países assumiriam medidas efetivas para se opor ao uso de violência por parte das pessoas que intentassem chegar aos EUA, desde Cuba, através do desvio forçado de aeronaves e embarcações. O acordo previa o repatriamento dos emigrantes interceptados no mar. Em troca, os que conseguissem chegar à terra poderiam regularizar sua situação, com base na conhecida “lei dos pés secos”, aplicada somente aos cubanos acolhidos como “refugiados políticos”, Entretanto, o descumprimento de vários pontos acordados no âmbito migratório tem sido severamente criticado pelo governo cubano, que vê neste contexto um estímulo à emigração desordenada. Apesar das difíceis condições econômicas desencadeadas com o Período Especial e dos conflitos que elas têm gerado, os gastos com o processo educativo são consideráveis de forma que “o investimento nesse ‘capital humano’ tem permitido ao país dispor do mais seguro dos bens”. A tarefa de formar um homem, desde o nascimento até a obtenção de um título que lhe permita retribuir à sociedade o que recebeu, é a mais custosa que alguém pode assumir, pois implica, no caso das crianças cubanas, desde o litro de leite para os menores de oito anos, até os livros para todos os níveis. Atenção à infância tem início no primeiro trimestre de gravidez. Então, os que emigram, ao contrário dos demais países da região, são gente formada, porém sempre ficam mais do que aqueles que Cuba necessita. Os que partem, sabe-se, são capacitados e encontram, facilmente, emprego em qualquer país da América Latina. Mas os que se “quedam” em Cuba, vão seguindo em frente, porque coragem não falta!


Bom Maria, muito obrigado pela entrevista, foi um prazer imenso. Quando retornar a Cuba mande um abraço de nossa parte. Mais uma vez, muito obrigado.

Um comentário:

simoni andréa brugnolo disse...

foi muito esclarecedora a entrevista, como acadêmica do curso de serviço social, a entrevista contribuiu para o meu entendimento a cerca de cuba porque o que a imprensa geralmente divulga são o que lhes interessa divulgar, geralmente o lado negativo da ilha.

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