terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

ATAQUES DE HACKERS DEMONSTRAM UMA NOVA FORMA DE LUTA DE CLASSES


Após o site do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados (PSTU - www.pstu.org.br) ter sido atacados por hackers, foi a vez do Portal Vermelho (www.vermelho.org.br), maior site da esquerda brasileira, sofrer com os ataques. Após 4 tentativas a equipe do portal decidiu bloquear o acesso ao site. A 1º e a 3º tentativa foram frustradas pela equipe, porém a 2º conseguiu invadir o site, sendo que houve pequenos danos, como títulos desaparecidos, textos incompletos, etc, o conteúdo do site não foi modificado. A equipe técnica está tentando resolver os problemas, sendo que após a 3º tentavia já haviam bloqueado acesso a algumas áreas do site, como o Fala Povo.

É um alerta para a esquerda, pois não podemos ficar presos as formas já ossificadas de luta. A internet representa um espaço enorme para a luta, não apenas nos confrontos no campo das idéias, mas também nos confrontos "ilegais". A internet foi criada como arma durante a 2º Guerra Mundial pelos EUA e nos últimos anos se tornou uma febre, não existe um bairro popular nas grandes e médias cidades brasileiras que não possui uma Lan House.

No que concerne a luta legal, a internet é uma arma que já vem sendo bem utilizada (a exemplo das lutas encampadas pelos defensores do Software livre e o caso citado acima, do incomodo demonstrado com o site " vermelho"). Com a grande mídia totalmente dominada pela burguesia, esse meio de baixo custo financeiro, divulgação ágil e difícil controle (já que se desenvolve com muita velocidade é muito difícil que meios de censura possam acompanhar) é um vasto campo onde a resistência ao imperialismo deve atuar.

Quanto à luta clandestina as ferramentas disponíveis são gigantes, desde a espionagem até o controle direto de objetos reais. A criatividade típica do povo brasileiro também é algo importante, lembrando que nossos hackers são considerados uns dos melhores do mundo, ao lado dos israelenses.

A expansão da internet é mais que um simples fenômeno cultural, e sim, consequência direta da necessidade do capital encontrar novas formas de se expandir. Nossa tarefa é embarcar nesta onda e canaliza para o projeto revolucionário.


Diego Grossi - 2008

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