terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

DITADURA MILITAR: 35 ANOS SEM HONESTINO GUIMARÃES


Em 10 de Outubro de 1973 era preso pela CENIMAR (Central de Informações da Marinha), no Rio de Janeiro, Honestino Monteiro Guimarães, então presidente da UNE. A partir desse momento, Honestino entrou para a numerosa lista dos “desaparecidos políticos” durante o regime militar, o qual não reconheceu publicamente sua morte nos porões da ditadura.

Honestino nasceu em Itaberaí, pequena cidade do interior de Goiás, em 28 de março de 1947. E, em 1960, mudou-se com sua família para Brasília. Em 1965, Honestino entra para o curso de Geologia da Universidade de Brasília como o primeiro colocado geral no vestibular, na universidade começa a participar da APML (Ação Popular Marxista-Leninista). Em 1966, Honestino vira presidente do DA de Geoligia da UNB, em 1968, como presidente Federação dos Estudantes Universitários de Brasília (FEUB), conduz várias manifestações em Brasília. Faltando 2 meses para a conclusão do Ensino Superior, Honestino é expulso da Universidade.

Em 1970 é eleito presidente da UNE, no qual escreveu diversos artigos e manteve ativo o M.E durante vasto período repressão. Vivendo no eixo RJ-SP, passou a ser cada vez mais perseguido, até que a repressão finalmente consegue captura-lo e liquida-lo.

Que o exemplo de combatividade de Honestino seja seguido pelas gerações futuras, que nossa juventude possa se inspirar nos mártires do passado para lutarem no presente, e assim garantir um belo futuro.

Cada derrota que os algozes do regime militar sofrem, como a declaração da justiça que reconhece Ustra como torturador, deve ser comemorada. O Brasil precisa que os arquivos da ditadura militar sejam abertos, isso é do interesse de todo o povo, inclusive dos militares de bem, que estão ali para defender nossa pátria, estes, mais do que qualquer outro segmento, devem também se mobilizar pela abertura dos arquivos, pois só assim a população e a história, saberão quem são os algozes e traídores da pátria e quem são aqueles que a defendem e defendem seu povo.

Vida longa aos ideais do mártires!
Viva Honestino Guimarães, viva o movimento estudantil!
Ou ficar a pátria livre ou morrer pelo Brasil!

Diego Grossi - 10 de Outubro de 2008

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