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terça-feira, 18 de dezembro de 2012

CAPITALISMO DEPENDENTE E TRANSIÇÃO AO SOCIALISMO NO BRASIL

A crise do sistema capitalista tem colocado na ordem do dia a questão da transição ao socialismo. No Brasil, várias teorias têm apontado caminhos distintos (nem sempre revolucionários) para a classe trabalhadora, porém, o nosso próprio processo histórico, marcado pela dependência externa e por uma série de transições mal resolvidas, nos dá clara noção sobre a necessidade de uma ruptura profunda (e ainda inédita) com as classes dominantes nacionais e internacionais. 







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terça-feira, 20 de março de 2012

EM DEFESA DO SOCIALISMO CIENTÍFICO: PATRIOTISMO POPULAR OU NACIONALISMO BURGUÊS

Lenin, na sua obra “Marxismo e revisionismo” (1908), demonstrou como algumas correntes supostamente marxistas nada mais eram do quê a continuidade da presença pequeno-burguesa no seio da classe trabalhadora, na qual o próprio Marx havia travado intenso combate. Vencedor, o marxismo se hegemonizara no movimento operário europeu, condenando as correntes utópicas ao isolamento. Porém, a raiz histórica desse fenômeno não havia se alterado, a pequena-burguesia apenas mudara a forma de atuação, passando a se travestir de marxista, mas continuando a defender concepções equivocadas, vacilantes e conciliadoras. No início do séc. XX essa corrente atinge o seu auge, hegemonizando-se na II Internacional e se autoproclamando revisionista. Em nome da atualização do marxismo, pregavam a revisão de alguns aspectos centrais da teoria revolucionária, entre elas a negação da necessidade da revolução como meio para alcançar o poder e o socialismo.




























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quinta-feira, 8 de março de 2012

POPULISMO X CHAVIZMO: DIFERENÇAS HISTÓRICAS


Desde a ascenção de Chávez na Venezuela a mídia de todo o mundo tem feito uma campanha para desmoralizar o processo revolucionário e um dos meios utilizados é a ridícula comparação com o populismo. A mídia, como representante fiel da classe dominante, faz de tudo para descredibilizar qualquer processo revolucionário com medo de que estes sirvam de exemplo para os demais povos. A luta contra a "moderna Santa-Aliança" liderada pelo imperialismo ianque é um dever de todo indivíduo comprometido com o desenvolvimento harmônico, a solidariedade entre os povos e a verdade.













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sábado, 3 de março de 2012

CRÍTICA DA CRÍTICA AO "SOCIALISMO REAL"

O termo socialismo real tem sido utilizado vulgarmente, tanto por pesquisadores quanto em sala de aula, para se referir aos processos revolucionários dos países que implementaram o socialismo ao longo do século XX. Geralmente com grande carga de propaganda negativa, o termo ignora o referencial teórico/ ideológico dessas próprias experiências, guiadas pelas contribuições de Marx, Engels e Lenin.


















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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

AS MISTIFICAÇÕES DA IDEOLOGIA BURGUESA EM RELAÇÃO AO PENSAMENTO COMUNISTA


"Se você é comunista, por que usa tênis da Nike?”

Pode parecer sem sentido começar um texto com uma frase desse tipo, mas ela reflete bem uma faceta da ideologia burguesa que será analisada e combatida ao longo do artigo. Perguntas do tipo, em suas mais diversas variações, provavelmente já foram ouvidas por todos os comunistas que lerem este texto, mas ela reflete algo muito mais complexo do que uma ingenuidade ou um erro de interpretação cometido por alguém que inicia seus estudos do marxismo. Vamos, então, analisar quais seriam os pressupostos, em dois pontos, daqueles que geralmente fazem uma pergunta do tipo.




















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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

A MORTE DE KADAFI FOI O AUGE DA "REVOLUÇÃO ÁRABE"?


A morte de Kadafi foi uma vitória do imperialismo e o triunfo reacionário de uma nação sobre a outra não pode ser classificado como uma revolução. Há meses diversos países do Oriente Médio tem sido tomadas por manifestações populares de grande porte, mas que até agora não resultaram em nenhuma alteração considerável na estrutura política e social, com exceção da Líbia, que tende a se tornar mais um "protetorado" estadunidense.





























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TECNOLOGIA MILITAR E SOBERANIA POLÍTICA: O EXEMPLO DA LÍBIA


Líbia e monopólio nuclear

Diariamente a mídia tem atacado diversas nações hostis ao imperialismo por desenvolverem tecnologia nuclear, seja voltada para uso militar (por exemplo a Coréia do Norte) ou pacífico (como o Irã). Sem o menor pudor omitem as diversas nações alinhadas com os EUA (em toda a história o único país responsável pelo uso da bomba atômica, no final da II Guerra Mundial) que já possuem bombas atômicas e utilizam as mesmas como forma de amedrontar outros povos. Entre os possuidores de tais armas temos França, Inglaterra e os próprios EUA, além de possivelmente Israel (grande responsável pela instabilidade no Oriente Médio). O atual Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares possui um erro fundamental, pois legitima os armamentos já existentes, legalizando o monopólio desta tecnologia por um pequeno grupo de países, tornando os demais reféns em potencial. O caso líbio é um grande exemplo. Em 2003, após uma série de conversas com o Ocidente, o líder Muammar Kadafi anunciou o fim do programa nuclear da Líbia, esperando melhorar as relações externas de sua nação dentro do novo quadro geopolítico internacional (inaugurado com a queda da URSS, grande parceira de Kadafi). Todos sabem o resultado. Mesmo sem oferecer perigo algum aos regimes imperialistas e cedendo parcialmente aos interesses desses países, Kadafi ainda mantinha intacta a soberania de sua nação e grande parte dos frutos dos vastos recursos naturais eram voltados para o seu povo, impactando na construção dos melhores índices sociais de toda a África. Diante das agitações populares legítimas no mundo árabe, o imperialismo viu uma boa oportunidade de tirar essa pequena pedra de seu sapato e saquear os recursos naturais do povo líbio.

























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